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sábado, 13 de junho de 2015

Caetano, Roger Waters,BDS e você: o que tem a ver?






O ex-baixista e cantor do Pink Floyd, Roger Waters, escreveu uma carta pedindo para Caetano Veloso e Gilberto Gil cancelarem o show da dupla que está programado para o dia 28 de julho, em Tel Aviv. O documento foi encaminhado aos músicos através do movimento global BDS (sigla para “boicote, desinvestimento e sanções”),
O que isso tudo tem a ver com você?

O Movimento global BDS (Boicote – Desinvestimento – Sanções) é uma plataforma informal de ativistas, grupos sociais e organizações que, em nível mundial, coordenam os seus esforços em resposta ao Apelo lançado pela sociedade civil palestina, para pressionar Israel a cumprir com o Direito Internacional e a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

O boicote
Embora as campanhas de boicote sejam avaliadas em função do seu impacto econômico, o seu sucesso é, também, determinado pela sua capacidade para modificar a opinião e as posições políticas. Uma campanha é avaliada pelo seu impacto econômico, por sua exposição nos meios de comunicação, pela mudança do discurso da opinião pública no que diz respeito a compreensão da luta do povo palestino e pelo impacto psicológico sobre o ofensor quanto à inaceitabilidade da sua conduta.
Assim que a campanha de boicote, desinvestimento e sanções contra o regime israelense foi lançada, em 2005, Tel Aviv deu início a um programa de contrapropaganda para melhorar sua imagem em meio à comunidade internacional. Nomeada de “Brand Israel”, essa iniciativa se baseia em análises de marketing de que o mundo ocidental compartilha uma visão de Israel como “militarizado e religioso” e procura transformar essa percepção – uma tentativa analisada por muitos e batizada de “pinkwashing”.
Em junho do ano passado, o premiê já havia declarado o BDS como uma “ameaça estratégica” ao estado de Israel. E, no início deste ano, o governo israelense declarou a alocação de cerca de 30 milhões de dólares para “combater” a campanha além de aumentar espionagem contra seus apoiadores internacionais e pressionar governos aliados a combater, legalmente, o boicote em seus países.
“Essas medidas desesperadas indicam, claramente, que o BDS está funcionando”, afirma Omar Barghouti, co-fundador do movimento, a Opera Mundi. Mas, a contra campanha israelense sobre o movimento internacional é forte.

O boicote pode assumir, nomeadamente, as seguintes formas:
(i) Boicote Acadêmico e Cultural
A cooperação acadêmica e cultural reforça a imagem de Israel nos palcos internacionais. Recusando participar em intercâmbios culturais, artistas e instituições culturais de todo o mundo os artistas podem enviar a Israel uma mensagem clara de que a sua ocupação e discriminação contra os Palestinos é inaceitável. Em particular, o boicote acadêmico pode ter impacto significativo nas instituições responsáveis por promover as teorias e os conhecimentos necessários para o prosseguimento, por Israel, das suas políticas de ocupação e discriminação.
(ii) Boicote ao Consumo
Os consumidores individuais podem mostrar a sua oposição aos projetos de Israel participando num boicote ao consumo de produtos e serviços israelitas. O boicote ao consumo atua de duas formas: primeiro, criando má publicidade para o ofensor e, depois, exercendo pressão econômica para a mudança.
(iii) Boicote Esportivo
Os acontecimentos esportivos internacionais podem desempenhar um papel importante na construção da imagem de um país no resto do mundo. Um boicote esportivo a Israel enviaria uma mensagem poderosa de que a sua política de ocupação, expulsão e racismo contra os Palestinos são inaceitáveis.
3. O Desinvestimento
O objetivo desta iniciativa é encorajar indivíduos, instituições financeiras e empresas a abandonar os seus investimentos em Israel para reduzir os lucros da economia israelense de guerra e apartheid. É, também, pressionar empresas que investem em Israel a assumir as suas responsabilidades corporativas não pactuando com a política israelense de discriminação e expulsão do povo palestino e ocupação das suas terras.
4. As Sanções
Tendo em conta o nível de dependência de Israel em relação aos mercados globais, especialmente nos setores de tecnologia e investigação, as sanções a nível nacional, regional ou institucional, podem ser a única forma de pressão eficaz. O objetivo é denunciar as repetidas violações do direito por parte de Israel e pressionar a aplicação de sanções, designadamente nos domínios militar, econômico e diplomático, bem como promover a expulsão de Israel de organizações internacionais como as Nações Unidas, a Organização Mundial de Saúde, a Cruz Vermelha, a Organização Mundial de Comércio ou a OCDE.
As sanções podem incidir, designadamente, nos seguintes domínios:
(i) Os Acordos de Cooperação
A campanha contra os acordos de cooperação com Israel visa os acordos de comércio livre ou preferenciais, de investigação conjunta e de desenvolvimento e projetos ou qualquer outra forma de acordos bilaterais ou multilaterais propostos por Israel. O objetivo é assegurar que Israel não seja recompensado pelos seus crimes com um tratamento privilegiado, reduzir os lucros de Israel e abrir caminho para um regime de sanções em larga escala.
(ii) Os Governos Locais
A campanha BDS ao nível dos governos locais e regionais visa cortar todas as relações entre municípios ou conselhos regionais e Israel no nível cultural, econômico e diplomático. Isto pode ser conseguido por meio de deliberações que visem os produtos, as relações institucionais, a cooperação, os investimentos ou outras relações que os governos locais possam ter com Israel.
(iii) As Relações Militares
O objetivo desta iniciativa é cortar as relações militares com Israel e usar campanhas públicas e o sistema judicial para atingir os criminosos de guerra israelenses e os seus cúmplices fabricantes e negociantes de armas. Importa denunciar o envolvimento de Israel no negócio de armamento e o seu papel na continuação da ocupação, forçando um embargo à compra e venda de armas a Israel.
5. As Instituições Religiosas
As instituições religiosas são vistas, em muitas comunidades, como corporizando importantes princípios éticos e morais. A sua atitude em relação a Israel tanto pode legitimar as ações deste Estado, se for de apoio, como pode ajudar a causa palestina, se for de defesa dos direitos humanos. Algumas organizações religiosas têm também um peso econômico relevante. A sua posição pode ser determinante em campanhas de boicote e desinvestimento.
6. Os Sindicatos
O envolvimento dos Sindicatos tem por objetivo a criação de laços com os Sindicatos e comunidades palestinas, evitar que contratos e negócios vão para Israel ou empresas que apoiam Israel e mobilizar os trabalhadores para o apoio a todos os aspectos da campanha BDS.
Email: bdsbrasil@googlegroups.com

Para proporcionar um espaço para informação, análise e troca de ideias e de experiências para todos os participantes no Movimento, foi criado o site

http://www.bdsmovement.net
gerido pelo Comitê Nacional Palestino para o BDS e, no Brasil, o site
https://sites.google.com/site/boicoteisrael/

que visa trazer acesso à plataforma do BDS aqui no Brasil.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Palestina, Guaranis-Kaiowá e os favelados do Rio de Janeiro:miséria é miséria em qualquer canto?



E se sua casa, seu bairro, de repente fosse tomado? Se você não pudesse mais morar onde mora?. E se decisões de um governo, do qual você não é necessariamente parte, lhe impusessem,e a sua família, toque de recolher, acabassem com seu direito de ir e vir, impedissem seu trabalho…E se  só  restasse uma pequena fagulha de esperança de um dia voltar a viver em paz?
Quando se lê os jornais, ou se acessa as redes sociais, um acontecimento nos chama a atenção: o que está havendo neste momento na Palestina, na faixa de Gaza. (Para quem mora no Rio, esse nome não soa estranho, afinal esse era o apelido de uma região na zona norte do Rio, entre os bairros de Manguinhos e Bonsucesso, recentemente ‘’pacificado”.
Mas as diferenças não param ai.  .Se pensarmos bem há muitos motivos para os que se solidarizam com os favelados nas metrópoles brasileiras,ou com a dos indígenas no seu interior, se comovam com a situação dos palestinos, pois tanto uns ,quanto outros  sofrem violências  parecidas, sendo irmãos em dor e sofrimento. Vejamos:
Para quem não entende direito o que está acontecendo na Palestina,, eis aqui uma breve e parcial explicação: A Palestina era um território onde judeus, muçulmanos e cristãos conviviam. Até que em 1948, com o término da Segunda Guerra, a Organização das Nações Unidas (ONU) dividiu as terras do povo palestino em duas: uma para os próprios palestinos habitarem, e outra parte ficou para os judeus fundarem seu próprio Estado, com amplo apoio norte-americano, sendo que os EUA até hoje são o maior aliado de Israel. Os palestinos obviamente não ficaram felizes em serem expulsos de suas terras e obrigados a viver em um pequeno pedaço do seu território original, e tentaram resistir, mas foi em vão: a superioridade militar israelense era devastadora. O território teoricamente foi escolhido porque seria o local onde o judaísmo se originou.
Imediatamente, os países árabes que ficam próximos ao conflito se manifestaram contra a invasão da Palestina pelos judeus. Até porque palestinos se viram obrigados a imigrar em massa para esses países, já que foram expulsos das suas próprias terras, sem direito a indenizações e nem nada. Egito, Síria e Jordânia atacaram Israel, perderam e o Estado judeu tomou mais terras palestinas, além do que a ONU havia determinado. Após ocorreu outra guerra (guerra dos 6 dias), de Israel contra Egito, Jordânia, Síria e Líbano. Israel ganhou dos 4 países em menos de uma semana.Tendo ainda anexado terras dos países árabes perdedores.
Para vocês entenderem o que está acontecendo agora: os palestinos estão sendo governados Hamas, que começou a lançar foguetes contra Israel. Israel revidou atacando Gaza. O Hamas, que “atacou primeiro”, matou alguns israelenses, e Israel revidou matando mais do dobro de palestinos, sendo a esmagadora maioria dos mortos civis.  Os palestinos não têm frota, nem Exército ou Força Aérea. Não há guerra em Gaza. Esta é apenas a continuidade da execução da força militar por parte de Israel em uma tentativa de tirar até a última pessoa do Estado da Palestina.
Gaza, não é à toa foi chamado de “prisão ao ar livre do mundo.” É o alvo de um ataque criminoso pelo exército de Israel, que deixa uma dúzia de mortos e um número desconhecido, mas pelo menos 100 feridos, muitos gravemente.
Segundo o jornalista político Milton Temer, o assassinato do chefe militar do Hamas(grupo de palestinos que quer que a Palestina volte a ser um Estado que ocupe todo o território de antes de Israel ser fundado) está na raiz do massacre atual sobre Gaza. Ahmad Jaabari foi eliminado, não devido à ameaça de ataques a Israel, mas tão somente pelo oposto, algo que colocaria em perigo os planos de reeleição da dupla fascista Netanyahu/Lieberman.
Jaabari era uma liderança preocupada em levar o Hamas para a arena da negociação, que interrompesse o bloqueio criminoso que Israel realiza sobre Gaza. É bom lembrar ele foi o responsável pelas negociações que permitiram a troca do soldado israelense prisioneiro há anos em Gaza,  por mais de cem presos políticos palestinos, presos em Israel por lutarem pela liberação de seu País.
O assassinato de Ahmad Jaabari, numa rua central de Gaza, por bombardeio aéreo, detonou a represália dos militantes do Hamas na fronteira. Logo,  longe da mentira israelense de invocar defesa contra ataque prévio de militantes palestinos, foi por parte  dos israelenses a iniciativa deliberada de quebrar a trégua, com a intenção de  cerrar fileiras do eleitorado da direita fascista, majoritária no Knesset, o parlamento de Israel, com o objetivo de garantir sua reeleição nas eleições em janeiro.
Não há como ser imparcial nessa situação. Ou se está do lado dos oprimidos, os palestinos, ou do lado dos opressores, a elite terrorista de Israel. É a Palestina que está sob ocupação, e não Israel. São as crianças palestinas que estão impedidas de crescer em um ambiente tranquilo e saudável, e não as israelenses.
Mas, não é deles que eu quero falar, tão somente:
Assim como os palestinos, os índios  Guarani–Kaiowá no Brasil estão sendo aniquilados covardemente por conta das riquezas em sua terras,  Estão sendo caçados, mortos. E tal qual os israelenses, os fazendeiros gastam muito dinheiro para convencer a opinião pública mundial e de seu país de que o agressor é que é o agredido. Procuram de esta forma justificar a violência para com esses seres humanos, lá em Israel e aqui. E infelizmente há aqueles que acreditam em tais mentiras, em ambos os casos.
A situação dos guarani-kaiowá, segundo grupo mais numeroso do país, é considerada a mais grave. Confinados em reservas como a de Dourados, encontram-se em situação de catástrofe humanitária: além da desnutrição infantil e do alcoolismo, os índices de homicídio são maiores que em zonas em guerra, como o Iraque. Os índices de suicídio estão entre os mais altos do mundo: enquanto a média do Brasil é de 5,7 por 100 mil habitantes, nessa comunidade indígena supera os 100 por 100 mil habitantes. Pesquisadores identificam na falta de perspectivas de futuro as causas da tragédia.
E agora,caro leitor, você pode perguntar: “o que tem em comum os favelados cariocas com os palestinos, lá desse país a meio mundo de distância?”
A resposta vem em forma de uma estrofe de uma canção antiga: ‘miséria é miséria qualquer canto”.
Assim como os palestinos, os favelados cariocas sofrem com a pobreza extrema, fruto de um poder econômico opressor, por parte de uma elite política e financeira da sociedade de seu país. Se aqueles têm suas moradias invadidas e revistadas por pessoas a serviço do estado, armados com fuzis e metralhadoras, estes também o são, com o mesmo modelo de fuzil.
No Brasil, a juventude negra favelada é presa ou morta por usar seus bonés e ouvir sua música funk,. Já na palestina, os jovens são os que mais sofrem, ao não terem direito de estudar, se divertir. Se aqui, o boné vira alvo do PM, lá os jovens ao serem  vistos com seus lenços são automaticamente acusados, julgados, presos ou mortos nas ruas, acusados de serem membros da Intifada. Originalmente chamado keffiyeh, possui um,  aspecto político fortíssimo, já que é associado praticamente como símbolo de conflitos na região e usado, inclusive pra cobrir o rosto, por integrantes do Hamas, por exemplo, ou simplesmente por gente que defende o Estado Palestino.
Assim como no Complexo do Alemão, ou em outra favela no Brasil, na Palestina é difícil arranjar emprego, quando se diz onde mora. Há uma linha imaginária de preconceito que separa aqueles que podem ou não ter emprego, podem ou não ser morto pelas forças de repressão do Estado sem julgamento.
Sou otimista. Creio que um dia os EUA perderão seu poder econômico, e com ele seu poder na ONU. Então, Israel será punido pelo que faz: crimes contra a humanidade.
Existe uma frase famosa de Che Guevara que diz: “Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo.
MAXIMIANO LAUREANO DA SILVA