Mostrando postagens com marcador mídias impressas internet David Brazil Amin Khader jargão jornalístico barriga Twitter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mídias impressas internet David Brazil Amin Khader jargão jornalístico barriga Twitter. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O jornalismo morreu?


Em um texto recente li a seguinte questão: O jornal impresso vai acabar? Sobre o impacto da internet nas mídias impressas. Mas esta semana aconteceu algo que me faz perguntar algo? O jornalismo morreu?
Quando o “promoter”(?) David Brazil divulgou a noticia  da morte de Amin Khader no microblog Twitter. Este que trabalha como repórter na emissora foi dado como morto, e essa “notícia” circulou pela internet em questão de horas. Várias empresas de comunicação não se deram o trabalho de fazer a tradicional tarefa de todo jornalista, que se aprende no primeiro período nas faculdades de jornalismo: confirmar a notícia verificar a fonte, evitar a famosa “barriga”. O jargão jornalístico tem um termo - "barriga" – o qual designa as bobeadas dos jornalistas, assim como lança mão de outro - o "furo" - para indicar aquela notícia "bomba" veiculada exclusivamente por um veículo. A imprensa, aqui e lá fora, tem acumulado, ao longo do tempo, uma série de deslizes informacionais dignos de nota.
A Internet tem propiciado, pela aceleração da informação (e com certeza pela falta de atenção e espírito critico de muitos jornalistas), outras "barrigas”, mas em tempo de Twitter, redes sociais e celebridades instantâneas, algumas empresas de jornalismo parecem esquecer das regras aprendidas na faculdade,  e com uma preguicinha típica de Macunaíma, copiam e colam, e publicam o que ex-BBB’s ou artistas de TV, ou algo parecido publicam nas redes sociais. E os critérios jornalísticos ficam boiando escondidinhos em algum lugar nas gavetas, entre mouses com defeito e quem sabe,  manuais de redação e estilo. Decretando de certa forma, a morte do jornalismo tradicional.
Quando Orson  Wells transmitiu a adaptação de Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, atualizando a história para o presente e alterando o formato para o de noticiário, sem avisar aos seus ouvintes, criou pânico generalizado, telefonemas desesperados para a polícia, grupos armados saindo pela noite em busca dos marcianos, pessoas cobrindo as janelas com panos úmidos e americanos preferindo o suicídio à morte por gás venenoso, como se todo o país tivesse acreditado estar ouvindo uma descrição real de uma invasão do espaço. Também nesse momento, o papel do jornalismo adaptado à nova mídia que surgia, no caso o rádio, foi estudado, criando novas regras, e ética para os novos tempos, um novo jornalismo.
Claro, impossível comparar o talento e importância de Orson  Wells com David Brazil(??!)mas a preocupação central é: como notícia,  que se espalhou pela maioria dos veículos de comunicação, foi confirmada inclusive pelo jornalismo da Rede Record, onde trabalha Amin Khader.? Sendo que durante a transmissão do programa "Hoje em Dia", um correspondente do Rio de Janeiro entrou ao vivo noticiando o ocorrido.
Será que não chegou o momento de se perguntar até onde vai preocupação com as “celebridades”, e a atenção a critérios mínimos jornalísticos devem ser levados mais em conta?