sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: 105 vagas de nível médio e superior

Foi divulgado no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 18 de outubro de 2013, o edital de abertura do concurso público 001/2013 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), com responsabilidade do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB). O certame é destinado ao provimento de 105 vagas de nível médio e superior, com reserva de seis oportunidades para pessoas com deficiência.
Serão 75 vagas para Analista Técnico Administrativo e outras 30 para Agente Administrativo, destinadas à sede do MDIC, em Brasília, Distrito Federal. Em todos os casos a jornada de trabalho será de 40h semanais e a remuneração terá valor de R$ 2.570,02 para Atente e de R$ 3.980,62 para Analista.
Constam como atribuições de Analista, o planejamento, supervisão e execução de atividades de atendimento ao cidadão, entre outras. Já para Agente, consta a execução de atividades técnicas, administrativas, logísticas e de atendimento, de nível intermediário.
Todos os contratados serão subordinados ao Regime Jurídico Único dos Servidores Civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais (Lei nº. 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e suas alterações).
Podem se inscrever candidatos com ensino superior em qualquer área e ensino médio completo que efetuem sua inscrição das 10h do próximo dia 31 de outubro de 2013, até às 23h59 do dia 20 de novembro de 2013, pelo endereço eletrônico www.cespe.unb.br. Haverá cobrança de taxa nos valores de R$ 60,00 e R$ 90,00, respectivamente.
Todos os participantes serão submetidos à prova objetiva de conhecimentos básicos (P1), com 50 questões, e de conhecimentos específicos (P2), com 70 questões. Assim como à prova discursiva (P3), todas de caráter eliminatório e classificatório. O conteúdo programático já está disponível em anexo ao edital.
A validade do concurso será de dois anos, contados partir da data de publicação da homologação do resultado final, e poderá ser prorrogada, uma única vez, por igual período.
Para mais detalhes consulte o edital completo.
Jornalista: Iara Valiente



















quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Amores improváveis - XIII. Subjuntivos do mundo.


E se ela existisse. E se ela chegasse. E se de repente, os pássaros cantassem a sua chegada.
E se ele olhasse e a reconhecesse naquela sua pressa que seria só sua. E se ele soubesse ao olhar: "É ela". E se ela dissesse: "Sim, sou!".
E se como uma ideia que se torna realidade, ele segurasse a sua mão, sentisse o calor, a maciez, o carinho fluisse. E se ele olhasse, tímido, e dissesse: " Sua pele é quente,macia, como o toque de amores de Primavera".
E se ela ficasse envergonhada, rubra, com as palavras e atos dele.
E se ele pedisse, ela dançaria. Ele veria sua leveza, seus gestos de bailarina.
E talvez, como uma das três bailarinas de Picasso, ela fosse leve como pluma, obra prima, carne e osso esculpida.
E, se do chão que ela pisasse brotassem versos de perfeita rima.
E se ela, existindo, lembrasse do verso de Neruda:"Te amo e não te amo, como se tivesse em minhas mãos as chaves da fortuna e um incerto destino desafortunado."
E se ele, surpreso, dissesse suavemente, em seu ouvido, uma canção em subjuntivo, por não acreditar em tanta beleza em uma só pessoa:"Se você vier pro que der e vier Comigo, eu lhe prometo o sol, se hoje o sol sair. Ou a chuva...se a chuva cair..."
E se ela, comovida, lágrimas nos olhos dissesse simplismente:"Sim". E, rindo, lembrasse de Zé da Luz, e com olhos fingindo ser caipira dissesse:
"Se um dia nós se gostasse
Se um dia nós se queresse
Se um dia nós se empareasse
Se juntim nós dois vivesse
Se juntim nós dois morasse
Se juntim nós dois drumisse..."
E se assim como numa fantasia, saissem os dois, abraçados, cantando algo como :
"E se, de repente
A gente não sentisse
A dor que a gente finge
E sente
Se, de repente
A gente distraísse
O ferro do suplício
Ao som de uma canção
Então, eu te convidaria
Pra uma fantasia
Do meu violão."
Mas, isso tudo só se ela existisse. Se ela ligasse. Se ela chegasse. Se ela fosse. Se ela existisse.

Vícios modernos II O Viciado em gás lacrimogêneo


A primeira vez que T. sentiu aquele cheiro ficou doido, apaixonado, se é que se apaixona por um cheiro. O de gás lacrimogêneo, para ser mais exato.
Ele iria passear com a família eVm Niterói, mas ao chegar na Praça XV, para pegar a barca Rio-Niterói, acontecia o leilão da Usiminas, a primeira estatal privatizada em 24 de outubro de 1991. Ele via o tumulto: PMs jogando bombas de gás lacrimogêneo, com seus uniformes que pareciam com os do heróis americanos que via na TV.
Uns caras com jeito de bandidos, mal vestidos, correndo da polícia, apanhando. Aquele povo só podia ter feito algo muito errado. A visão e o cheiro do gás o marcaram. Sabe lembrança boa da infância? Alguns lembram do cheiro da primeira Barbie, do boneco Falcon, ou de bambolê.
T. só lembrava da agitação, da correria e do cheiro de algo que na época ele não sabia o que era, mas já sabia que desejava mais: bomba de gás. T. passou a infância com a família pobre, muito pobre. Tinha poucas diversões e alegrias. Acompanhava o mundo (o pouco que lhe interessava) assistindo à Rede Globo, seus desenhos, novelas, jogos e até os jornais. E nele via as nuvens de fumaça nos protestos e guerras. E ficava tentando imaginar os barulhos e cheiros.
Quando cresceu, ao acabar com dificuldades o ensino médio, tentou o vestibular para Química. Levou bomba. Sem chance. Ficou sem estudar, só trabalhando em subempregos, pois não tinha “habilidade intelectual” suficiente, segundo um resultado de uma empresa de RH.
Nunca aprenderia a fazer aquelas bomba de gás lacrimogêneo. Nunca sentiria aquele cheiro. Um dia passando na rua, um ex-professor lhe deu uma dica, ao ver ele descarregando um caminhão: porque ele, que era mediano em Matemática e Português, não tentava o concurso pra PM? Bastava acertar umas questões e fazer uma prova física. Disse que com aquele corpão todo ele passaria nas duas provas.
O professor até se ofereceu pra ajudar ele com provas antigas e grupo de estudos. T. estranhou aquele conselho, e mais o elogio, e muito mais a oferta de ajuda. Mas acabou aceitando e o professor ajudou mesmo. Tanto que ele passou. Com dificuldades, mas passou.  No curso preparatório, ele chorou. De alegria, e pelo gás. Sim, ele reencontrara o cheiro de infância.
Fora exposto a sessões com bombas de gás lacrimogêneo, para se preparar quanto tivesse que usar contra manifestantes. Os instrutores, surpresos, tinham que tirar T. de perto quanto iam usar as bombas.
Diziam que ele era viciado. Riam dele. E ele, nada. Só queria mais. Se esforçou tanto. Era o mais cruel nas passeatas: qualquer coisa, uma olhada mais forte de alguma pessoa, homem ou mulher, ele já mandava um spray de pimenta, sua nova alegria.
Fazia de tudo pra sentir, mesmo que de longe, aquele cheiro de novo, só que diferente, mais forte.
Era uma passeata sendo dispersa aqui, uma reintegração de posse ali. Tanto esforço não foi em vão. Foi convidado pra ingressar no Batalhão de Choque. Chorou de alegria. Passou no curso com nota mediana devido às provas escritas.
Mas nas provas práticas e de rua era insuperável. T. ficara “ousado”. Com escudo, colete, capacete e cassetete, se sentia Deus. Batia, corria; Eles imploravam, xingavam. E em resposta: bomba. Sim! Ah! Bomba. Se pudesse, ele levava pra casa.
23 anos depois, em junho de 2013, ele se sentia realizado. Jogava bomba todo dia, quase que de segunda a sexta. Era seu vício.
Sabia de cor e salteado tudo sobre ela, conversava nos bares, para as mulheres que ele achava estar conquistando: “Gás lacrimogêneo (do latim lacrima: lágrima) é o nome genérico dado a vários tipos de substâncias irritantes da pele, dos olhos e das vias respiratórias, tais como o brometo de benzila ou o gás CS (clorobenzilideno malononitrilo).
Ao estimular os nervos da córnea, esses gases causam lacrimação, dor e mesmo cegueira temporária. Por ser literalmente uma bomba, cujo destino é a população, é classificado como sendo uma arma química.
Embora considerada como não letal, o uso da expressão só atende a rotulação do produto para efeitos imediatos, que é o que se esperava tendo em visto a finalidade bélica. Suas fórmulas variam. Podem ser, por exemplo, cloro-acetona (CH3–CO–CH2–Cl), bromo-acetona (CH3–CO–CH2–Br) ou acroleína (CH2=CH–COH). O CS é mais forte que o CN, porém desvanece mais rápido. Qualquer composto químico que produza estes efeitos pode ser chamado lacrimogêneo, mas a denominação “agente de controle antidistúrbio” ou “gás lacrimogêneo” refere-se um produto químico lacrimogêneo escolhido por sua baixa toxicidade e por, supostamente, não ser letal.”
Mas T. hoje está sem poder sentir o cheiro que mais adora.
Fora suspenso, não ao usar suas bombas, mas um instrumento menos moderno de dispersão de manifestantes. Quebrara seu cassetete no professor que ao lhe dar as dicas,  o ajudou a entrar para  PM e sair do caminhão.
E postara a foto dele com os dizeres “Foi mal, Fessor”, numa rede social…


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Amores Improváveis - IV Amor nos tempos de Cabral.

E eles nunca se conheceriam se não fosse "Bella Ciao".
Ela, branca como só se vê na zona sul burguesa do Rio. Ele, negro e pobre, como só as favelas do Rio sabem conciliar.
J. estudou nas melhores escolas da cidade. Fazia Ciências Sociais na PUC, para desgosto do pai. Fizera "controle de qualidade" nos partido políticos de esquerda.Aprendera teoria política. Discordava de tudo.
Saira de todos. Juntara-se aos Black Blocks. Dava orgulho de ver aquela moça frágil ver no meio deles todos. Suas táticas e ideias aprendidas por ai impressionavam.
No dia em que se marchou em apoio aos professores, ela se esmerou: os BB's estavam tão organizados, mas TÃO organizados que tinham até uma BANDA MARCIAL, tocando Bella Ciao.
Pare de ler por um momento para apreciar o quão SENSACIONAL essa frase é.
Banda marcial. Tocando BELLA CIAO!
O ataque à Câmara foi uma ação ORGANIZADA. Com LOGÍSTICA. Com COMANDO. Com a porra duma BANDA MARCIAL. Tocando Bella Ciao.
R. nunca tinha ouvido ou visto algo assim. Aprendera a se virar nas ruas, sua escola.
Quando ouviu aquela música, não teve dúvida: botou a camiseta tapando o rosto e se juntou àquela turma esquisita.
Com seu porte musculoso sem camisa, chamava a atenção de todos. E é claro, de J. também.
Grudou nele, todo sem jeito, sem experiência de fugir das bombas que os PM tacavam. Ele percebeu.
Mandou um "já é, loirinha?". Ela riu. Ele nem pensou. Chegou junto.
E era bomba pra cá, beijo pra lá.
Borracha ali, agarramento na parede da escola de música. As pessoas passavam correndo e viam aquele casal se beijando no meio daquela confusão toda, e não resistiam, tirando muitas fotos.
J. e R. foram se refugiar em Santa Teresa, onde morava uma tia dela. Subiram correndo. R. brilhava, com o suor escorrendo pelo corpo. J. ficava olhando...
Ao virar numa esquina, um carro da polícia com as luzes piscando!
Eles voltaram correndo, mas já era tarde. Outro carro já os perseguia.
Ela entrou num beco, crente que ele ia fazer o mesmo. Mas não.
Ele havia parado e dizia:"vai, vai, corre!"
Os PM's o alcançaram. Ele chamava eles pra porrada, chamava de covardes. Sem chance.
Spray de pimenta, cassetete no lombo suado, sem dó. Chutes, xingamentos.
J. não pôde fazer nada: não percebera que o beco era o começo de um barranco, escorregou e caiu rolando e desmaiou.
Quando acordou, foi onde deixou R. Nada, só o cheiro de spray de pimenta e sangue seco. Tremeu de medo. Ligou para quem conhecia, amigos, OAB, sindicatos, nada.
Foi às delegacias para onde normalmente levavam os manifestantes. Nada. Era como se R. Nunca tivesse existido.
Na hora lembrou de Amarildo, que a PM do Rio fez sumir.
Gelou.
Saiu andando a esmo pelo Centro. Chorando. Se sentindo culpada. Impotente.
Em TODOS os lugares do mundo, a tática Black Bloc é de enfrentamento, é de atacar símbolos capitalistas como bancos e carros policiais.
Mas se faz isso em grupo, para proteção. Ser negro e black block, sozinho, num beco escuro de Santa Teresa era algo muito, mas muito perigoso. Se ao menos ela não tivesse caído e desmaiado.
Antes se sentia FODA por colocar uma BANDA MARCIAL num ato. Tocando Bella Ciao.
Agora...
Chegou na rua da Lapa. Viu o cartaz de um casal se beijando usando máscaras de gases.
Cai sentada, chorando.
Uma mão, pesada e suave ao mesmo tempo, tocou seu ombro.
"Tá chorando porque, loirinha?!"
Aquela voz. Era R.
Todo machucado. Mas era ele.
Pulou no colo dele, chorando.
Mas de alegria.
Como como como?
Ele piscou e disse: "Se liga. Tenho a esperteza que só tem quem tá cansado de apanhar".

Amores Improváveis - IV

Amor nos tempos de Cabral.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

IBGE: 300 vagas para Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira, 23 de setembro de 2013, no Diário Oficial da União, Seção 3, o edital de abertura de concurso público CP 002/2013 para o provimento de 300 vagas do cargo de Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas A I, da carreira de Suporte Técnico em Produção e Análise de Informações Geográficas e Estatísticas. Desse total, 5% será destinado às pessoas com necessidades especiais, o que correspondente a 15 vagas.
Para participar do certame, o candidato deve ter ensino médio completo e carteira nacional de habilitação - a categoria não foi informada em edital.
A remuneração da função será composta por vencimento básico do padrão inicial da classe, gratificação de desempenho de atividade em pesquisa, produção e análise, gestão e infraestrutura de informações geográficas e estatísticas A I (GDIBGE) e por gratificação de qualificação (GQ), e pode variar de R$ 2.813,10 a R$ 4.210,49.
Será pago, também, auxílio alimentação de R$ 373,00, auxílio transporte e assistência à saúde (médica e odontológica). Essa última será opcional ao servidor e aos seus dependentes, com valores que variam entre R$ 82,83 a R$ 167,70 por pessoa, de acordo a remuneração e a idade do servidor. Esse benefício será concedido apenas para quem comprovar um plano de saúde próprio.
A jornada de trabalho será de 40h semanais e constam como atribuições do cargo o suporte e o apoio técnico especializado às atividades de ensino, pesquisa, produção, análise e disseminação de dados e informações de natureza estatística, geográfica, cartográfica, geodésica e ambiental; entre outras.
Os profissionais atuarão em alguns municípios dos seguintes Estados: Acre (AC), Alagoas (AL), Amazonas (AM), Bahia (BA), Ceará (CE), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Maranhão (MA), Minas Gerais (MG), Mato Grosso do Sul (MS), Mato Grosso (MT), Pará (PA), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Paraná (PR), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte (RN), Rondônia (RO), Roraima (RR), Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC), Sergipe (SE), São Paulo (SP) e Tocantins (TO).
Os interessados que atendam aos requisitos citados poderão se inscrever de 1º a 24 de outubro de 2013 pela página eletrônica www.cesgranrio.org.br, mediante pagamento de taxa no valor de R$ 50,00.
A Fundação Cesgranrio será a responsável pelo certame e haverá prova objetiva com 60 questões (língua portuguesa, raciocínio lógico, geografia, conhecimentos gerais e específicos e noções de informática), com duração de quatro horas, em 1º de dezembro de 2013 às 13h, nas cidades as quais foram escolhidas para locação.
O candidato deve chegar ao local com uma hora de antecedência, munido do cartão de confirmação de inscrição, documento de identidade e caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente. Para conhecer o programa de provas, consulte o Anexo IV do edital completo.
O resultado final está previsto para 16 de janeiro de 2014 e para mais informações, consulte o edital completo.

Jornalista: Iara Valiente


Aberto concurso com 120 vagas para Analistas e Tecnologistas no IBGE

Com a responsabilidade técnico-administrativa da Fundação Cesgranrio, foi aberto o edital do concurso público CP 003/2013 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no qual são disponibilizadas 120 vagas de nível superior, sendo 60 para Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Informações Geográficas e Estatísticas A I e outras 60 para Tecnologista em Informações Geográficas e Estatísticas A I. Desse total, nove serão para pessoas com necessidades especiais.
As oportunidades para Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Informações Geográficas e Estatísticas A I são para as áreas de Administração Escolar, Análise de Sistemas/ Desenvolvimento de Aplicações; Análise de Sistemas/ Suporte à Comunicação e à Rede; Análise de Sistemas/ Suporte Operacional; Arquivologia; Auditoria; Ciências Contábeis; Designer Instrucional; Orçamento e Finanças; Planejamento e Gestão; Recursos Humanos/ Administração de Pessoal; Recursos Humanos/ Desenvolvimento de Pessoas; e de Recursos Materiais e Logística.
Enquanto que para o cargo de Tecnologista em Informações Geográficas e Estatísticas A I, as oportunidades são para as áreas de Análise Agrícola; Análise Pecuária; Análise Socioeconômica; Biblioteconomia; Cartografia; Edição de Vídeo; Estatística; Geografia; Geoprocessamento; e de Programação Visual/ Planejamento e Desenvolvimento para Mídias Eletrônicas.
Para participar do certame, os interessados devem ter ensino superior nas respectivas áreas do certame (ver Anexo III do edital completo) e dispor de 40h semanais para atuar nos cargos.
Os contratados terão remuneração composta por vencimento básico do padrão inicial da classe, gratificação de desempenho de atividade em pesquisa, produção e análise, gestão e infraestrutura de informações geográficas e estatísticas A I (GDIBGE) e por gratificação de qualificação (GQ), com variação de R$ 6.355,60 a R$ 7.930,24.
Além disso, serão pagos o auxílio alimentação de R$ 373,00, auxílio transporte e assistência à saúde (médica e odontológica). Essa última será opcional e poderá variar de R$ 82,83 a R$ 167,70 por pessoa, de acordo a remuneração e a idade do servidor e será concedida apenas para quem comprovar um plano de saúde próprio.
Para participar da seleção deve-se realizar inscrição entre os dias 1º e 24 de outubro de 2013 pela página eletrônica www.cesgranrio.org.br. A taxa será de R$ 110,00.
Haverá prova objetiva para todos no dia 1º de dezembro de 2013, a partir das 13h e com duração de quatro horas, exceto para Analista, na área de Conhecimento de Análise de Sistemas/ Desenvolvimento de Aplicações, que terá duração de cinco horas. O conteúdo programático está disponível no Anexo V do edital completo.
Os candidatos ao cargo de Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Informações Geográficas e Estatísticas, na área de Conhecimento Análise de Sistemas/ Desenvolvimento de Aplicações também farão prova discursiva.
E será aplicada, ainda, prova prática para os cargos de Tecnologista em Informações Geográficas e Estatísticas, nas áreas de Conhecimento de Edição de Vídeo; Geoprocessamento e Programação Visual/ Planejamento e Desenvolvimento para Mídias Eletrônicas.
Para mais informações, consulte o edital completo em nosso site.
Jornalista: Iara Valiente

Amores Improváveis - XI

Amores Improváveis - XI

Não vou escrever sobre um amor improvável, apesar do título. Dói demais lembrar do amor mais improvável, impossível de acontecer. Que não aconteceu em minha vida.Dói.
Ela era linda(ainda é, em sonhos). Uma mulher,negra, seu corpo parecia uma dádiva dos deuses entalhada no mais puro ébano. Seu sorriso, de professora,capaz de seduzir o mais frio dos corações partidos. O olhar? Que dizer daqueles olhos? Mil poetas,por mil anos, se inspirariam neles e ainda assim não cantariam de forma plena tamanha força e beleza e candura e...Melhor parar. Foi um amor improvável. Daqueles que inspiraram o amor platônico medieval.
Pois nunca aconteceu. Não em sua plenitude. E eu, aqui passados 25 anos, fico a lembrar de um pretérito que não se tornou futuro.
O motivo? Aquelas pequenas coisinhas que têm tanto poder: palavras.
Ditas de forma erradas,nos momento errados.
Palavras são minha miséria, minha bênção e minha maldição. A profetisa só podia ver futuro dos outros. Nunca o seu.
Eu só sei usar as palavras corretas para gerar o amor nos meus personagens. Nos livros, elas fluem, aprisionam emoções. Nas brancas páginas, eu as uso. Então, crio uns seres de imaginação, que amam até o entardecer.
Agora eu, velho, decrépito, percebo que não soube usar as benditas palavras. Fico aqui a pensar no que deveria ter dito, e penso, e penso. E digo. Mas só quem ouve é Bartolomeu, o gato. Testemunha silenciosa de minha solidão, mas que parece rir deste tolo que, por fim acabou de lhes confessa mais este Amor Improvável.